Catarina Saraiva é programadora e produtora.
Depois de vária experiência de produção em companhias e festivais de teatro, integrou a equipa da associação alkantara (antiga Danças na Cidade), entre 1999 e 2009. Neste momento, efectua uma paragem sabática no seu percurso profissional com o intuito de estudar e repensar a sua trajectória profissional. Nesta paragem foi aluna do Master de Practicas Escénicas y Cultura Visual da Universidade de Alcalá de Henares onde começou a desenvolver o actual projecto de investigação.
Dentro de alkantara, colaborou na conceptualização artística de projectos de investigação e colaboração internacional. Desde 2009 assumiu a direcção artística do espaço alkantara, onde foi responsável pela programação de residências e projectos de colaboração artística internacional.
Do seu percurso dentro de alkantara, destaca os seguintes projectos:
O alkantara festival. Realizado com uma cadência bienal, coordenou várias edições do alkantara festival, um dos maiores festivais internacionais de dança e teatro contemporâneo existente em Portugal. Destaca as duas últimas: www.alkantarafestival.pt
Em 2007 produz o projecto internacional “It will be what we make it”, o primeiro encontro internacional realizado no espaço alkantara, onde participa com um papel activo de documentação. Projecto baseado na auto-organização e auto-conhecimento. O resultado desta documentação foi editado em DVD. Mais informações sobre o projecto em http://itwillbewhatwemakeit.wordpress.com/
Em 2009 desenvolve, em colaboração com Asia Europe Foundation a 6ª edição do Pointe to Point – 6th Asia Europe Dance Forum. O projecto é desenhado de acordo com o conceito de auto-organização e diálogo constante entre organizadores, facilitadores (Jaime Conde-Salazar e Tang FuKuen) e artistas participantes. Mais informações sobre o projecto em http://pointetopoint2009.wordpress.com/.
Inicia o seu primeiro contacto com o audiovisual em 2003, através da produção do documentário “O Encontro”, de Luciana Fina. Em 2004, participa no workshop “Guerrilha DV”, onde faz a sua primeira e única curta-metragem de ficção, intitulada “A Lista”.
O seu interesse pelo audio-visual liga-se directamente ao interesse em documentar processos artísticos. Nesta perspectiva, tem desenvolvido um trabalho de memória do espaço alkantara, dialogando em conjunto com os artistas em residência e os projectos acolhidos sobre a forma mais correcta de efectuar esta documentação. Infelizmente, as necessidades de produção têm-se sobreposto ao trabalho de documentação, existindo, por isso, muito ainda a fazer neste campo.
Para além do trabalho de produção, tem participado activa e voluntariamente com diversas organizações artísticas, nomeadamente o Fundo Roberto Cimetta, um fundo de apoio à mobilidade de artistas do Mediterrâneo http://www.cimettafund.org/ e com a REDE – Associação de estruturas para a Dança, onde tem participado nas discussões e elaboração de documentos sobre as condições de trabalho dos artistas e estruturas de dança contemporânea em Portugal http://www.oblogdarede.blogspot.com/