Nasceu em Lisboa em 1966. Estudou dança clássica até aos 18 anos. Foi bailarina do Ballet Gulbenkian (1984/1989).
Em Nova Iorque e Paris estudou técnicas de dança contemporânea, voz e teatro, fazendo então um corte com a sua formação clássica.
Como bailarina trabalhou em França com Catherine Diverrès. Começou a coreografar os seus próprios trabalhos em 1987, e desde 1991 tem mostrado as suas peças em teatros e festivais na Europa, Brasil, EUA, Canadá e Singapura.
Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho.
Participa regularmente em projectos internacionais de improvisação e dá formação e workshops de criação/composição.
Desde o ano 2000 tem vindo a dedicar-se cada vez mais ao trabalho de voz. O espectáculo ‘Vera Mantero e Gabriel Godói interpretam Caetano Veloso’ já foi apresentado em várias cidades da Europa. Com Nuno Vieira de Almeida trabalhou no espectáculo ‘Vera Mantero canta os americanos…com Nuno Vieira de Almeida’ (canções de Cole Porter, George Gershwin, Kurt Weill, entre outras) que foi apresentado em várias cidades do país e em Maio de 2005 estreou ‘Is that all there is? Then let’s keep dancing…’, também com Nuno Vieira de Almeida. Participa igualmente nos projectos de música experimental/spoken word “Separados Frutos” do qual fazem parte os músicos Nuno Rebelo, Ulrich Mitzlaff e Manuel Guimarães e o recente “So Happy Together”, com Vítor Rua e Nuno Rebelo.
Representou Portugal na 26ª Bienal de S. Paulo 2004 em parceria com o escultor Rui Chafes com a peça “Comer o Coração”.
No ano de 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) pela sua carreira como criadora e intérprete.
Para ela a dança não é um dado adquirido, acredita que quanto menos o adquirir mais próxima estará dela, usa a dança e o trabalho performativo para perceber aquilo que necessita de perceber, vê cada vez menos sentido num performer especializado (um bailarino ou um actor ou um cantor ou um músico) e cada vez mais sentido num performer especializadamente total, vê a vida como um fenómeno terrivelmente rico e complicado e o trabalho como uma luta contínua contra o empobrecimento do espírito, o seu e o dos outros, luta que considera essencial neste ponto da história.